quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dirigir alcoolizado é tão letal quanto portar arma

Fiscalização rigorosa e punição exemplar são usadas para reduzir mortes no trânsito em outros países

A diretora do Departamento de Álcool e Trânsito da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Júlia Maria Dandréa Greve, lida há anos com o problema da ingestão de álcool pelos motoristas e suas conseqüências. Nesta entrevista à Agência ABCR, ela fala sobre o papel da educação e da fiscalização como meio para acabar com as mortes causadas no trânsito em razão do consumo de álcool.

Agência ABCR – Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que, dos motoristas e motociclistas que morreram em acidentes de trânsito na capital paulista em 2005, 45% deles tinham consumido bebidas alcoólicas. Como você avalia esses dados?
Júlia Greve – O uso de bebidas alcoólicas é uma das principais causas de acidentes com vítimas fatais e com lesões graves. Jovens do gênero masculino são os mais atingidos por esse tipo de ocorrência. Apesar da importância desses dados, a sociedade brasileira ainda não percebeu a gravidade de dirigir sob efeito do álcool. Dirigir alcoolizado é tão letal quanto portar uma arma. Temos instrumentos para coibir esse comportamento, uma vez que o Código de Trânsito Brasileiro prevê punição exemplar a esses condutores. O que falta é fiscalização. Sabemos que a fiscalização de forma efetiva já permite reduzir muito os acidentes de trânsito com mortes.

ABCR – Por que é tão difícil convencer as pessoas de que o risco de acidentes é alto quando se dirige alcoolizado?
JG – Ingerir bebida alcoólica é um comportamento muito ligado a comemorações e festas e a maior parte das pessoas tem dificuldade de perceber a ligação de um comportamento festivo com uma atitude de risco. Além disso, o primeiro efeito do álcool é suprimir a autocrítica, fazendo com que o indivíduo se sinta mais poderoso e capaz de realizar todas as coisas de forma melhor, inclusive dirigir. A fiscalização e o medo da punição precisam ser implantados de forma ostensiva, para que a consciência do ato seja despertada. A fiscalização rigorosa e a punição exemplar estão na base de todos os programas de redução de morte no trânsito de outros países. Alguns países implantaram e fazem cumprir de forma muito rigorosa a alcoolemia zero na direção veicular, e conseguiram com isso reduzir muito as mortes por acidentes de trânsito.


ABCR– Como funciona o programa de treinamento de policiais rodoviários em São Paulo para o diagnóstico de abuso no consumo do álcool ao volante?
JG – Em janeiro de 2006, conseguimos um avanço na fiscalização do condutor embriagado, que foi a de permitir que um policial pudesse autuar uma pessoa que mostrasse sinais de embriaguez. A Abramet divulgou os principais sinais e sintomas que podem ser observados nas pessoas embriagadas. Foi, então, feito um filme, com o patrocínio e ajuda do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) e da Fundação Mapfre, com o suporte científico da Abramet, do Departamento de Ortopedia e Traumatologia e da Disciplina do Trauma da Faculdade de Medicina da USP. Esse filme foi replicado e distribuído para todas as unidades de policiamento rodoviário federal e do Estado de São Paulo. Foram feitas algumas palestras para todos os oficiais da Polícia Militar Rodoviária Estadual de São Paulo e algumas para os policiais envolvidos na fiscalização da Concessionária ViaOeste, pois essa concessionária vem realizando um programa permanente denominado Zero Álcool em todas as rodovias sob sua concessão (o Sistema Castello-Raposo). Nessas palestras, foram ressaltadas as dificuldades da fiscalização do condutor embriagado, a importância do uso dos etilômetros (bafômetros) e, também, a importância de haver um grande suporte de fiscalização, pois sem ele os acidentes não vão diminuir nem em número nem em gravidade.

ABCR – Em sua opinião, então, a fiscalização e a punição são medidas mais eficazes do que a educação para coibir a alcoolemia na condução veicular?
JG – A educação dos novos e futuros condutores, com destaque para a questão do álcool e suas conseqüências no trânsito, e as palestras de valorização da vida e da cidadania são importantes, mas seus efeitos surgem em longo prazo. Necessitamos, agora, de ações que tragam resultados imediatos, porque os números de mortos no trânsito brasileiro são muito altos para nosso nível de motorização e tendem a crescer ainda mais com esta recente explosão de vendas dos veículos automotores. Programas rigorosos e ostensivos contra os condutores alcoolizados são as medidas mais eficazes para trazer resultados nos prazos necessários. A educação é um pano de fundo, que tem muita importância para reforçar o necessário bom comportamento. Mas, certamente, não é suficiente e, algumas vezes, pode ser até ineficiente, caso não se coíba a impunidade.

ABCR – Proibir a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos próximos às rodovias é uma solução?

JG– Não é uma solução, como ação isolada, mas ajuda no sentido de não facilitar o acesso às bebidas nas rodovias. Somente restringir a venda de bebidas não vai resultar em uma diminuição no número de acidentes. Mas é mais uma das tantas medidas necessárias para que o binômio "se beber não dirija" e "não dirija se beber", que anda tão desmoralizado, seja levado a sério. Reduzir os acidentes relacionados com o uso de bebida alcoólica é um grande desafio e é uma luta permanente na qual todos os envolvidos precisam colaborar. Beber e dirigir é um comportamento que precisa ser "demonizado" pela publicidade, como, de certa forma, aconteceu com o ato de fumar. As pessoas devem viver o seu cotidiano de acordo com estes preceitos: não dirigir após beber e, se beber, passar a direção a quem não bebeu; ir e voltar de táxi; ter uma carona segura. Indignação é bom, ajuda a levantar as questões, mas é preciso mobilização efetiva para modificar um comportamento leniente que está presente no Brasil. Chorar os mortos e usar a emoção para sensibilizar as pessoas é importante, mas, mais uma vez, não é suficiente para mudar comportamentos. É preciso exigir que as leis sejam cumpridas, dizer um não à impunidade de todos (famosos e não-famosos) e exigir dos governantes ações concretas contra esta praga que está ajudando a matar nossa juventude. Considerando que apenas uma morte no trânsito custa aos cofres brasileiros R$ 400 mil (números de 2006 do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), e que treinar e equipar a polícia com etilômetros custa R$ 4 mil (preço de um equipamento), cada morte evitada pode comprar 100 etilômetros para a polícia, que, assim, será capaz de fiscalizar e punir condutores embriagados.




PRF ORIENTA COMO NÃO CAUSAR ACIDENTES DE TRÂNSITO



Conduzir um veículo nos dias de hoje não é algo que qualquer pessoa possa fazer com tranquilidade, tendo em vista que é necessário o motorista dirigir por ele e pelos outros, pois sempre há um ou outro imprudente ou inexperiente no volante circulando pelas ruas, além dos bêbados e embriagados que não têm noção do que estão fazendo.


Existem algumas dicas comuns de segurança, além das dicas que são essenciais para evitar acidentes e causar tragédias, portanto fique atento a estas regras para que você não se envolva em acidente e acabe destruindo seu veículo e pondo em risco a sua vida e a vida de outras pessoas.

Ao passar por um cruzamento, mesmo que você esteja em uma via de mão preferencial para você, passe em marcha lenta pelo cruzamento, observe bem o fluxo de veículo, pois para acontecer um acidente basta um segundo de distração, e este segundo pode causar até mesmo uma vida.

Ao trafegar a noite, procure sempre manter os faróis acessos e as portas do carro trancadas, se possível feche também os vidros, pois principalmente nas grandes metrópoles há muitos assaltantes e marginais que se aproveitam dos carros que estão parados em um semáforo, por exemplo, para poderem praticar os assaltos, então manter o carro fechado e trancado é uma medida necessária para evitar problemas, o que não deixa de ser um acidente também.

Ainda quando estiver andando pelas ruas a noite, ao cruzar um semáforo mesmo que ele esteja verde para você, passe lentamente pelo local e observe se não há veículos cruzando em sua frente, pois muitos motoristas não respeitam o semáforo à partir de determinada hora da noite, pois sempre acham que nunca terá ninguém naquele local onde ele está passando, e essa pessoa pode ser você, então é melhor prevenir do que remediar.

Além destas dicas adicionais, é de suprema importância manter sempre as regras de trânsito como prioridade enquanto estás dirigindo, assim você será um forte candidato a não sofrer ou causar acidentes pro falta de atenção.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

A ÉTICA, ALÉM DA CORRUPÇÃO


SINDPRF-CE - 27 DE JUNHO DE 2011

Há tempos desenvolvo subterfúgios para não desanimar perante as dificuldades enfrentadas em nosso trabalho. Os mecanismos de defesa do ego se utilizam da racionalização para tentar me proteger das pressões e paradoxos do serviço público. Se por um lado há uma demanda demasiada de serviço, por outro encontramos péssimos administradores que não se preocupam com a coletividade, mas sim com seus próprios interesses muitas vezes escusos.
O ciclo parece se fechar quando conseguem desmotivar um servidor policial que outrora fora dotado de vibração, ideologia e vontade de fazer. O que diferencia um policial motivado de um desmotivado é que os ainda motivados são movidos pela irracionalidade da paixão e como um apaixonado, desenvolve estruturas para justificar toda a ingratidão de sua amada. Não me vejo como um total apaixonado, mas assim como os bêbados, os apaixonados também são incapazes de se determinar como tal.
Talvez minha paixão me faça ver que na sociedade brasileira, o custo do serviço público é enorme. Nossos parentes, amigos, vizinhos, inclusive nós mesmos, somos pagadores dessa enorme conta que desfalca nosso orçamento em aproximadamente 40%. A princípio não haveria problema nenhum em pagar 40% de nossos rendimentos, contanto que não tivéssemos que pagar duas vezes pelo mesmo serviço. O valor pago em impostos é revertido, em tese, para a saúde, educação, segurança, justiça, desenvolvimento; e demais áreas de atuação estatal. O problema é que alguns de nós não se contentam com os péssimos serviços oferecidos e pagam novamente: saúde (planos de saúde), educação (escolas e faculdades particulares), segurança (empresas de segurança); e por aí vai nosso dinheiro.

Fazemos parte do serviço público da parte de segurança pública. Sei que as necessidades no serviço são enormes, mas me envergonha tomar parte nessa acomodação imposta pela aceitação da situação. Não quero associar minha imagem a imagem pejorativa de um funcionário público. A instituição na qual trabalhamos reflete nossa imagem. Se a imagem que estamos projetando na instituição é de desânimo, apatia, conformismo; nossos amigos e parentes irão ver essa imagem e irão associar essa imagem a nós.

Alguns podem falar que não somos culpados pelo estado em que as coisas estão, porém vos digo que todos são culpados, se não por ação, mas por omissão. Ser ético é muito mais do que não ser corrupto. Ser ético como policial passa por não ser omisso, por não permitir atos ilegais ao seu redor, dentre outras situações. Ser ético como cidadão-policial contribuinte de impostos passa por cobrar da própria instituição, meios e recursos necessários para prestar os serviços devidos à sociedade massacrada pelo pagamento de impostos, mais que merecedora de serviços de excelência, visto que pagamos tantos impostos quanto cidadãos de países de primeiro mundo.

A imagem do policial relaxado, omisso e corrupto tem que ser apagada da memória da sociedade através de nosso esforço coletivo. Para que possamos nos orgulhar de pertencer a uma PRF de resultados concretos e não maquiados, deveremos arregaçar as mangas e fazer a nossa parte, entendendo que a ética vai além da não corrupção. A ética passa por cuidar de uma sociedade da qual fazem parte nossos familiares, nossos amigos, nossos vizinhos. Talvez a paixão por estas pessoas me faça ter criado toda essa estrutura racional para continuar acreditando que uma nova PRF é possível, que novas instituições são possíveis, que um novo Brasil é possível.

“Todo homem é poeta quando está apaixonado.” Platão
PRF Azevedo

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CARREATA MATA PRF DE SERVIÇO



Um colega, policial rodoviário federal morreu atropelado enquanto coordenava o trânsito para passagem de uma carreata política na BR-407, o mesmo estava sozinho por falta de efetivo naquele posto, em Capim Grosso-BA, a 200 km de Petrolina-PE, na noite deste sábado (18/08). José Antonio Pales dos Santos, 61 anos, foi atingido por uma Peugeot Sprinter, de cor branca, placa HIM 1053, de Belo Horizonte (MG).

O acidente ocorreu no km 220 da rodovia, por volta de 20h30. O motorista do veículo, identificado como Cristiano Amaral fugiu sem prestar socorro. Já o carona Cristiano de Oliveira Garcia permaneceu no local e foi encaminhado para a Delegacia Territorial de Capim Grosso. O policial morreu no local antes mesmo de ser socorrido.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) da Delegacia de Senhor do Senhor do Bonfim/BA, José Pales estava substituindo o colega Francisco Machado de Brito Filho, 59, que sofreu um infarto e morreu na manhã de sábado (18). O corpo de Brito foi sepultado na manhã deste domingo (19), em Senhor do Bonfim, a 375 km de Salvador.



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A INVEJA NO TRABALHO




Você já presenciou algum ato hostil em função do sentimento de inveja no trabalho? Possivelmente sim.



Mas antes de falarmos sobre esta praga humana, primeiro precisamos definir o que significa inveja. Inveja é o sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria do outro, o desejo de possuir aquilo que o outro possui; cobiçar as coisas alheias. Veja que não mencionei a palavra ciúmes. A palavra ciúme significa ter zelo pelo outro ou por alguma coisa ou lugar.
Que diferença faz então em nossas vidas? Se você teve ciúmes da promoção que um colega de trabalho recebeu, não fique com a consciência pesada. Lembre-se que você também queria esta mesma promoção, você acreditava que merecia e que este era o momento. Ou seja, você tinha zelo pela condição que lhe daria uma promoção na empresa.
Porém, se você teve um sentimento de inveja, saiba que não foi pela promoção do colega, mas você teve foi um sentimento de desgosto pela alegria e prosperidade que ela causou ao seu colega. Você preferiria que a promoção nem viesse pra você, desde que não fosse para esta pessoa. A inveja é direcionada às pessoas, o ciúme é direcionado às coisas.
Lembra-se de quando você perdeu aquele torneio de futebol na época de criança. Você presenciou a entrega da medalha para o outro time e ficou pensando: Puxa, como eu queria estar ali. Este sentimento é de ciúmes. Você não mirou na pessoa que recebeu a medalha, você direcionou seu desejo para a medalha em si, na satisfação pessoal que a condição de campeão lhe traria.
Por exemplo: Aos 17 anos de idade, Pelé já era campeão mundial. Maradona, nesta idade, foi substituído por Menotti. Aos 21, Pelé já tinha alcançado a marca de 500 gols. Maradona aos 21 joga uma copa sem brilho e acaba expulso por entrada violenta contra um jogador brasileiro. Aos 26 anos de idade, Pelé é considerado o rei do futebol durante a copa na Inglaterra. Com a mesma idade, Maradona foi considerado o melhor jogador do mundial da Inglaterra fazendo um famoso gol de mão.
Pelé faz 30 anos e se torna tri campeão mundial no México. Maradona quando chega à mesma idade, é expulso do futebol italiano por uso de drogas. Quando Pelé chegou aos 34 anos de idade, foi para os Estados Unidos para lançar definitivamente o futebol nos gramados sintéticos daquele país. Já Maradona por sua vez, quando chegou aos 34, foi pego no antidoping por uso de drogas e expulso do mundial de 94 dos EUA. Por ironia do destino, no mesmo país em que Pelé se consagrou como o principal responsável pelo crescimento deste esporte.
Observe que todas as vezes que Maradona fala de Pelé, a intenção é de desqualificá-lo. Maradona sempre fala com desdém de Pelé, ataca-o até no nível pessoal. O que então ele sente por Pelé? Inveja. Isto mesmo. Maradona sente desgosto pela prosperidade de Pelé, e nunca esconde seu desejo de possuir aquilo que o rei possui. Por isso Maradona está sempre doente. Não acredite no dizer: A inveja mata. Nada disso. Inveja não mata. Inveja adoece o coração e a mente humana.
Se você tem alguém no trabalho com inveja de você, então revide com amor, atenção e carinho. O amor amansa o coração, a atenção transmite importância para o outro e o carinho cura os maus pensamentos humanos.

(Alexandre Freire é Consultor Sênior do Instituto MVC; Professor da Fundação Getúlio Vargas)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

PRF CUMPRE MANDADO DE PRISÃO





POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL CUMPRE MANDADO DE PRISÃO NA BR 407
NO POSTO DE RAJADA
Durante fiscalizações realizadas por homens da Delegacia de Polícia Rodoviária Federal de Petrolina lotados no Posto PRF no Distrito de Rajada, foi realizada a prisão abaixo, cujo Mandado consta no Sistema Nacional de Informações de Justiça e de Segurança Pública – REDE INFOSEG: Às 18:00 horas de 15/08/2012, no Km 42, foi preso o Senhor Jose Adriano Nunes Melquiades, 33 anos, que conduzia um Ford/F4000 4x4 de placa MHD-4293/RS.


Ao ser realizada a consulta ao sistema, foi verificado que o condutor possuía um mandado de prisão em seu desfavor pelo crime de tentativa de homicídio, emitido pelo
estado da Bahia em 02/03/2009.

O condutor foi encaminhado para a 214º Delegacia de Polícia Civil em Petrolina, para as devidas providências.